Segunda-feira, 01 de Janeiro de 1973

A historia...

Mercê da vontade e do empenho de alguns trabalhadores de “A TABAQUEIRA, S.A.R.L.” em Outubro de 1963 nasceu o GRUPO DESPORTIVO E RECREATIVO “A TABAQUEIRA”.

 

Na prossecução dos seus objectivos o Grupo contou com algum apoio da TABAQUEIRA, nomeadamente na cedência de uma sala no refeitório que funcionou como sede do mesmo. Este Grupo dinamizou inúmeras actividades de carácter recreativo, cultural e desportivo, dando origem a uma
nova dinâmica no quotidiano dos trabalhadores / moradores do Bairro de “A TABAQUEIRA”.

 

Mais tarde, a Empresa reconhecendo a vitalidade e importância do Grupo no meio sócio-económico em que esplanava as suas actividades, entendeu por bem dar-lhe um outro apoio e cede-lhe um conjunto de instalações que melhoraram consideravelmente o seu campo de acção no aproveitamento dos
tempos livres dos trabalhadores, quer no aspecto cultural, quer no aspecto lúdico ou no desportivo.

 

De entre as instalações cedidas, destaca-se:

 

Em 1969 um Campo de Futebol de Onze, construído nos terrenos  anexos à fábrica.

 

Em  Janeiro de 1970  parte significativa do Centro de Recreio e Cultura D. Manuel de Mello (áreas sociais, de espectáculos e desportivas), onde o Grupo instala a sua sede.

 

Em  1973 com a transformação do Grupo em Associação, a Empresa cede-lhe o denominado Pavilhão dos Solteiros, que passou a constituir até aos nossos dias a Sede Oficial da Colectividade, agora com a denominação social de “ASSOCIAÇÃO DE RECREIO E CULTURA DO BAIRRO DA TABAQUEIRA”.

 

O conjunto destes equipamentos permitiu a realização de inúmeras iniciativas, de entre as quais se destacam:

 

A constituição de  um Grupo de Teatro Amador de elevado nível técnico e artístico que percorreu o país  com  várias representações e participou nalguns
concursos de Teatro Amador, sendo de salientar o 2º lugar obtido num concurso promovido pela S.E.I.T. em 1971.

 

Teve a dirigi-lo nomes  importantes da nossa cena teatral como  por exemplo Couto Viana, Jacinto Ramos e outros de menor nomeada.

 

A constituição de um Grupo Coral Amador que, dirigido pelo maestro César Batalha, actuou em muitas localidades do país e teve também algumas deslocações ao estrangeiro.

 

Ao nível Sócio-Cultural:

 

- Cinema com sessões regulares às 3ªs, Sábados e Domingos

- Espectáculos nas áreas da Dança, Teatro, Música e Variedades

- Exposições diversas

- Debates e Colóquios

 

Ao nível Desportivo / Desenvolvimento de Modalidades:

                                                    
- Atletismo

- Andebol

- Basquetebol

- Bilhares

- Boxe

- Ciclismo

- Columbofilia

- Dança

- Futebol de:

                  - Onze

                  - Cinco

                  - Salão

                                                    
- Ginástica

- Hóquei em Campo

- Judo

- Karaté

- Patinagem

- Ténis de mesa

- Voleibol

 

Ao nível Sócio-Recreativo:

                                              
- Festas

- Actividades de Ar Livre

- Intercâmbios Institucionais

 

As actividades resultantes destas iniciativas, contribuiram para a abertura do Bairro às comunidades envolventes  - Albarraque, Varge Mondar, Francos, Cabra Figa, Casal do Marmelo, Abrunheira, Trajouce e Manique de Cima - e possibilitou também que as  referidas comunidades pudessem usufruir de equipamentos sociais até então inexistentes.

 

Passaram pelo palco da sala de espectáculos do Bairro da Tabaqueira  -  considerada como tendo a segunda melhor acústica da Europa - alguns dos nomes mais prestigiosos da nossa cena artística, como por exemplo: 

- Orquestra Gulbenkian

- Companhia de Dança de Lisboa

- Grupo Verde Gaio

- Igrejas Caeiro

- Paulo Renato
- Laura Alves

- Jacinto Ramos

- Carlos do Carmo

- Fernanda Batista

- Maria Guinot e tantos outros que seria fastidioso enumerar.

 

Todo este período áureo da nossa Colectividade seria difícil de concretizar senão tivesse tido o apoio da empresa “TABAQUEIRA, S.A.R.L.”.  No entanto não podemos deixar cair no esquecimento que este bairro e todas as suas estruturas acessórias foram criados pela empresa em seu próprio benefício, porque aquando da edificação da empresa e do bairro nestes terrenos, os seus funcionários foram deslocados do seu habitat natural (Lisboa) para virem assumir um projecto completamente novo num local ermo e isolado, implantado no fim do mundo.

 

Assim como também foi no interesse próprio da Empresa que nos anos 80 o Campo de Futebol foi destruído para implantar uma nova unidade fabril e nos anos 90 o Centro Cultural foi completamente desactivado no aspecto lúdico e cultural, funcionando apenas numa parte das instalações e a prazo, a Escola Preparatória de Albarraque.

 

Hoje a nossa Colectividade não atravessa um período tão brilhante de fulgor criativo mas até certo ponto é absolutamente natural que tal aconteça, porque em colectividades inseridas num meio relativamente pequeno como é o nosso e quando os apoios faltam - ou quando os há são mal geridos, o que não é o  nosso  caso -, a boa vontade só por si não chegam e é natural acontecerem os bons e maus momentos nos percursos das diversas Direcções, porque, quando os grupos de gestão são criados na base do voluntariado e boa vontade das pessoas, nem sempre as coisas resultam bem e as colectividades têm então os seus altos e baixos.

 

Julgamos, pelo que temos vindo a fazer, que a nossa actividade actual devia e merecia ser apoiada não só pela empresa “TABAQUEIRA”, mas também por outras entidades públicas ou privadas, porque, à excepção de um pequeno subsídio da Junta de Freguesia, não recebemos mais nada de ninguém. Não nos podemos esquecer de que estamos inseridos numa comunidade com cerca de duas mil pessoas e muitos problemas sociais, e, sobre nós, pesa alguma responsabilidade moral do desenvolvimento em bases sólidas das novas gerações.

publicado por ARCBT às 15:09

1 comentário:

Há alguns erros factuais no vosso texto, como, por exemplo:
O grupo de teatro e o grupo coral eram entidades autónomas do grupo desportivo.
Ou antes. O CRCDMM era composto por diversos grupos, como o Juvenil, teatro, folclore, desportivo, etc, etc, que se sentavam à mesma mesa redonda, sob a presidência da DRª Antonieta Bello, directora do Centro. Isto até abril de 74. Depois dessa data, deixei de me interessar pelo Centro.
Não esquecer que uma das benesses que a Tabaqueira deu ao GD foi a eploração do café, que foi uma grande fonte de rendimento para o GD, e parece que não só...
João Ventura a 29 de Outubro de 2014 às 14:23

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